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Metas - trabalhe com assertividade


26/Set/2012

Grandes organizações não conseguem definir metas assertivamente com foco nos objetivos da empresa

 

Fatos

Pesquisa realizada com 50 grandes empresas brasileiras pelo Grupo Hay em 2011 mostraram:

  • 80% das empresas disseram que as metas tinham aumentado no último ano;
  • 80% dos executivos reconheceram que os desafios estabelecidos foram intensos para as equipes;
  • 58% dos executivos estavam temerosos de estarem pressionando suas equipes em demasia;
  • 46% dos executivos se consideraram incapazes de acompanhar o desempenho de seus subordinados;
  • 7% era o crescimento médio esperado pelas empresas em 2011.

 

Fato Comum

Encontrar executivos descontentes pelo fato de terem suas metas elevadas no meio do exercício, sem que houvesse uma mudança de cenário que justificasse as alterações; este fato os levou a receberem bônus menores no final do exercício, gerando uma sensação de injustiça.

 

Alterar Metas - problemas a vista

Mudar as regras do jogo no meio do exercício, aumentando ou diminuindo as metas, gera instabilidade e desconfiança.

O ideal é imaginar três cenários no processo de definição das metas: um positivo, um moderado e um pessimista; a seguir tomar o cenário Moderado como base para definir as metas. Por fim, vincular os cenários imaginados com o momento atual da economia e do segmento de atuação da organização, possibilitando servirem como base para eventuais alterações das metas. Tudo isto para minimizar o risco de precisar alterar as metas estabelecidas; porque Superestimar ou Subestimar as metas definidas resultará em situações ruins para a empresa.

     Reduzir metas que foram superestimadas no início do exercício - acaba passando a impressão de que as metas foram apoiadas em premissas incorretas, análises malfeitas, resultando em metas definidas sem a objetividade e seriedade esperadas. Na fase de preparação dos objetivos devem ser tomados todos os cuidados para que as metas não fiquem além das possibilidades da empresa e do mercado, pois as metas se tornarão impossíveis de serem atingidas e acabarão não sendo levadas a sério pelos profissionais; isto pode levar a empresa a não atingir resultados que seriam possíveis de serem obtidos.  

     Aumentar metas que foram subdimensionadas no início do exercício - acaba passando a sensação de injustiça, e a impressão de que as metas foram apoiadas em premissas e análises incorretas; que o Board da organização quer levar vantagem ao aumentar os objetivos para obter melhores resultados (o que poderá levar a uma provável diminuição do valor dos bônus a serem pagos). Todos os cuidados devem ser tomados na fase de preparação dos objetivos para que as metas não fiquem aquém das possibilidades da empresa e do mercado. As metas subdimensionadas acabam sendo facilmente atingidas, o que coloca o Board numa encruzilhada: se aumenta as metas para não perder terreno possível de ser conquistado, passa a ser malvisto pelos profissionais; se não aumenta, deixa de crescer e perde mercado para a concorrência.

 

Estabelecer regras para eventuais alterações nas metas

Definir claramente as situações que possam levar a uma eventual revisão das metas, e a forma como será feito. Em princípio, uma revisão só se justifica em caso de mudança de cenário da economia e do segmento em que a empresa atua, ou ainda ao serem percebidos erros crassos ocorridos na definição das metas.

É importante que o Board da empresa resista à tentação de alterar as metas no meio do exercício (sem alterações no mercado), elevando substancialmente os objetivos, ao perceber que as metas serão atingidas com certa facilidade; quando ocorrem, estas mudanças têm como motivação o aumento dos ganhos da empresa e market-share e / ou minimizar os valores a serem pagos em bônus aos profissionais.

Para reduzir a possibilidade de ser necessário fazer mudanças nas metas em função de mudanças no cenário, estas podem ser vinculadas ao crescimento da economia e do setor em que a empresa atua; desta forma, mudanças no cenário serão refletidas nas metas de modo automático.

 

Diretrizes a serem observadas com as Metas

  1. Alinhamento das Metas: a partir dos macro-objetivos do exercício futuro, expandir cada macro-objetivo em metas das principais áreas, e terminar por expandir cada meta principal em metas individuais. As Metas precisam ser definidas com assertividade, com foco nos reais objetivos da empresa; todas as metas devem convergir para os macro-objetivos da organização;
  2. BSC: analisar se as metas contemplam as quatro dimensões do Balanced ScoreCard ? Financeira, Processos, Clientes e Processos;
  3. Quantidade das metas: poucas e importantes, para dar foco ao que é realmente importante. Não confundir Metas com Tarefas;
  4. Metas amplas: contemplar o trabalho das equipes e os trabalhos individuais, incluindo o lado qualitativo e comportamental nas metas dos profissionais;
  5. Responsabilidade: sempre atribuir a um único profissional a responsabilidade por cada meta, seja ela principal de uma área ou individual;
  6. Amplitude das Metas: analisar bem os possíveis cenários aproximando as metas do cenário mais realista. Vincular as metas a eventuais mudanças na economia / segmento de atuação da empresa;
  7. Prazos: concatenar os prazos de definição das projeções do exercício seguinte, com o prazo de definição das metas dos principais executivos e com o prazo de definição das metas do restante das equipes. Ter tudo definido no início do exercício;
  8. Consistência do trabalho: alterar as metas definidas somente em casos extremos, preferencialmente em situações predefinidas como grandes alterações de cenário;
  9. Comunicação: envolver todos os profissionais no acompanhamento dos objetivos e metas, com o resultado dos indicadores e o desempenho da empresa e das áreas.


Para auxiliar o trabalho de definição e gerenciamento dos macro-objetivos e metas, conheça o Sistema RH1000.


Gestão de Metas - Estrutura da árvore de metas



Mauro Braga
Engenheiro, Consultor empresarial e mentor do Sistema RH1000


Palavras-chave: Metas, Avaliação





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